sábado, 28 de maio de 2011

Redes Sociais, uma definição.

Redes Sociais, tratam-se de associaççoes abertas e porosas de pessoas ou organizações conectados por um ou vários tipos de relações (relacionamentos pessoais, profissionais, comunitários, políticos, ...), que compartilham valores (informações, conhecimentos, interesses, esforços) e objetivos em comuns, ou seja possuem uma mesma identidade.

A Tecnologia não as definem, mas as fortalecem.

Até então possuia uma visão um tanto preconceituosa das redes sociais e que não combinava com o processo educativo. Acredito que isso se deve ao mal uso dessas redes por alguns usuários.

Acredito agora que é possível sim utilizá-las com propósito educativo e temos que aumentar o número de usuários bem intencionados para reverter esta imagem com ações do tipo: "compartilhando vídeos, materiais didáticos, divulgando eventos, construindo conhecimentos, participando de comunidades de interesses comuns, entre outros".

Quanto à possibilidade de invasão de privacidade, isto sim é uma grande ameça. Temos que saber quem convidamos para participar da rede e fazer uso dos recursos de privacidade!

Djalma.

domingo, 15 de maio de 2011

Comparação do código no navegador Web cliente x servidor de aplicativos Web

Não querendo ser muito técnico (se acharem, podem chiar!) farei uma breve comparação do código no navegador Web do cliente e no servidor de aplicativos Web.
Na Web 1.0, em sua maior parte, o código no servidor Web da aplicação é responsável por entregar o layout da interface do usuário e os dados conjuntamente. Neste paradigma, o navegador é usado principalmente como um meio para a visualização dos dados e a disposição em que os dados são exibidos. Ambos os dados e o layout são fortemente acoplados uns aos outros, porque, para atualizar os dados, o layout também deve ser atualizado.
Em contrapartida, nas aplicações Web 2.0, os dados são de baixo acoplamento do layout. Sob o paradigma da Web 2.0, é possível que o servidor de aplicativos entregue o conteúdo de layout uma vez, na primeira solicitação, e usando o código do cliente (por exemplo, JavaScript), as solicitações subseqüentes para os dados podem ser iniciadas e concluídas independente da distribuição de conteúdo novamente, ou seja o reenvio do layout.

Evolução da Web 1.0 para aplicações Web 2.0

Apresentarei aqui algumas características a respeito de como foi a evolução da Web 1.0 para aplicações Web 2.0.

Nas aplicações Web 1.0, uma requisição para um servidor Web faz uso de uma invocação HTTP (HyperText Transfer Protocol) do tipo par requisição/resposta. O resultado final é uma atualização de toda a página Web mesmo que apenas uma simples informação tenha que ser exibida. Essa atualização da página Web é normalmente vista pelos usuários finais como um processo lento em suas atividades do dia a dia (muitas informações são trafegadas pela rede, internet, desnecessariamente, causando um congestionamento de dados).

Na Web 2.0, uma requisição para um servidor Web continua fazendo uso de uma invocação HTTP, mais especificamente XMLHTTP Request e Response, par requisição/resposta. No entanto,utiliza-se de tecnologias de aplicações Web 2.0 que fazem com que o servidor Web não incorra em um envio de toda página Web atualizada. Na maioria dos casos, somente partes da interface do usuário são atualizados com os dados alterados. O XML é o Extensible Markup Language.

Características das aplicações Web 2.0

Inicialmente comentarei a respeito das características das aplicações Web 2.0 com enfoque mais técnico:

  • O conteúdo dos aplicativos da Web são entregues através de um navegador web. As aplicações Web 2.0 aderem aos padrões web.  
  • O uso de aplicações Web 2.0 parece menos clássico que aplicações Web, as 1.0 (não é apenas submeter uma página e receber outra página HTML), mas sim como aplicativos de desktop, que são os aplicativos que apresentam muitos recursos de usabilidade. 
  • Aplicações Web 2.0, muitas vezes têm interfaces com o usuário que se enquadram na categoria Rich Internet Aplication. Elas costumam usar recursos pré-construídos/reutilizáveis que permite um rico conjunto de recursos de interface do usuário.
Concluindo, não houve apenas uma quebra de paradigma no uso da Web, mas também o oferecimento de alguns outros recursos tecnológicos que muito facilitaram o seu emprego.

Num outro post escreverei mais a respeito desses recursos tecnológicos.

domingo, 1 de maio de 2011

Me apresentando

Olá!
Meu nome é Djalma Domingos da Silva, aluno do curso de EAD em Educação Musical pela UAB UFSCar.
Sou um apaixonado por música desde a infância! Já fiz piano clássico e atualmente estudo contra-baixo elétrico.
Aqui postarei sobre assuntos de Educação Musical e afins!
Espero que gostem e estou aberto a críticas e sugestões.
Um forte abraço!

O papel da inclusão digital no processo educativo


Inclusão Digital não é apenas sinônimo de questão tecnológica. Inclusão Digital aborda além das questões tecnológicas as questões políticas, sociais e educativas.
As questões tecnológicas compreendem a evolução que a Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) nos proporcionou e nos proporciona: o computador, a telefonia, o aparelho celular, a televisão digital, a internet. Atualmente, graças à abertura de mercado, a livre concorrência, o grande número de fornecedores e revendedores dessas tecnologias, a lei de oferta e procura, esses aparatos estão cada vez mais aperfeiçoados e, principalmente, de custo cada vez menor. Atualmente há ofertas cada vez mais atraentes e valor cada vez mais acessível até mesmo às pessoas da classe C, D e E.
Como pode-se observar em Pesquisa realizada pelo IBOPE em abril de 2002 (Fonte: http://noticias.uol.com.br/mundodigital/ultimas/ult1345u19.jhtm), em 2002 havia pouca incidência de pessoas da classe C, D e E com computador (20%) e acesso à internet (13%). Mas durante esses dez últimos anos, esta proporcionalidade tem aumentado devido às iniciativas no âmbito político, social e educacional.
Do ponto de vista tecnológico que muito contribui para a Inclusão Digital, temos que ressaltar o Software Livre ou qualquer programa de computador que possa ser usado, copiado, estudado, modificado e redistribuído sem nenhuma restrição, e geralmente de custo zero.
Como iniciativa política e social, o governo federal está oferecendo o programa “Computador para Todos” com a intenção de baratear o custo dos PCs (computadores pessoais) e aumentar a inclusão digital no país. O programa tem por objetivo principal, possibilitar a população que não tem acesso ao computador, adquirir um equipamento de qualidade, com sistema operacional e aplicativos em software livre, que atendam ao máximo às demandas de usuários, além de permitir acesso à internet. Essa aquisição é financiada pelo FAT - Fundo de Amparo ao Trabalhador - distribuído nos bancos oficiais e pelo BNDES, concedido ao mercado varejista.
E para completar as questões que possibilitam a Inclusão Digital, não poderíamos de citar a Educação. Esta está sendo conteplada no meu estado (SP) e na minha cidade (São José do Rio Preto) pelo “Acessa São Paulo”, programa de inclusão digital do Governo do Estado de São Paulo. O Programa Acessa São Paulo abre e mantém espaços públicos com computadores para acesso gratuito e livre à internet. Há também uma outra iniciativa para a inclusão digital no país sendo incorporada pelas escolas a partir de 2007, com a reformulação do Programa Nacional de Informática na Educação – Proinfo, e a promoção da “alfabetização digital”.
Há de se pensar a Inclusão Digital dentro e fora da escola. A Inclusão Digital fora da escola é necessária, primariamente, para aqueles que continuam excluídos da tecnologia digital apesar de já terem passado da idade escolar. Neste caso, o processo de inclusão precisará ser feito nos chamados tele-centros comunitários ou em alguma instituição equivalente - que pode até mesmo ser os laboratórios de informática de escolas em seus períodos de ociosidade (fim de semana ou à noite, no caso de escolas que não funcionem com seus cursos regulares nesse turno). Nota-se que apesar de todos esses recursos materiais oferecidos, necessita-se de mão de obra qualificada para ensinar não apenas a utilizar um processador de texto, uma planilha eletrônica, um software de apresentação ou de armazenamento de dados, mas também o bom uso desses recursos para elaborar um currículo, administrar as finanças pessoais, se comunicar eficazmente.
Numa sociedade como a brasileira em que mais de 95% da população em idade escolar está, hoje, pelo que consta e em princípio, na escola, é de esperar que a Inclusão Digital se faça predominantemente dentro da escola e através dela - e que, portanto, com o tempo, os programas de Inclusão Digital extra-escolares se tornem virtualmente desnecessários. Neste aspecto percebe-se também algumas deficiências, tais como número insuficiente de equipamentos para os alunos, despreparo dos técnicos e instrutores com relação aos aspectos pedagógicos para melhor ensinar esses alunos, e despreparo do ponto de vista tecnológico dos professores nessas escolas para conciliar os seus conteúdos com os disponíveis em softwares e na grande rede mundial, a World Wide Web.
Enfim, muito há que se fazer para diminuir a Exclusão Digital de nossa população mas, em contrapartida, nesses últimos doze anos muito já foi conquistado.

Bibliografia Consultada
Acessa São Paulo. Programa Acessa São Paulo. Disponível em: <http://www.acessasp.sp.gov.br/modules/xt_conteudo/index.php?id=1>. Acessado em: 24 abr 2011.
Caminhos para Inclusão Digital. Inclusão Digital dentro e fora da Escola. Disponível em: <http://caminhoinclusaodigital.wikidot.com/inclusao-digital-dentro-e-fora-da-escola>. Acessado em: 24 abr 2011.