Inclusão Digital não é apenas sinônimo de questão tecnológica. Inclusão Digital aborda além das questões tecnológicas as questões políticas, sociais e educativas.
As questões tecnológicas compreendem a evolução que a Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) nos proporcionou e nos proporciona: o computador, a telefonia, o aparelho celular, a televisão digital, a internet. Atualmente, graças à abertura de mercado, a livre concorrência, o grande número de fornecedores e revendedores dessas tecnologias, a lei de oferta e procura, esses aparatos estão cada vez mais aperfeiçoados e, principalmente, de custo cada vez menor. Atualmente há ofertas cada vez mais atraentes e valor cada vez mais acessível até mesmo às pessoas da classe C, D e E.
Como pode-se observar em Pesquisa realizada pelo IBOPE em abril de 2002 (Fonte: http://noticias.uol.com.br/mundodigital/ultimas/ult1345u19.jhtm), em 2002 havia pouca incidência de pessoas da classe C, D e E com computador (20%) e acesso à internet (13%). Mas durante esses dez últimos anos, esta proporcionalidade tem aumentado devido às iniciativas no âmbito político, social e educacional.
Do ponto de vista tecnológico que muito contribui para a Inclusão Digital, temos que ressaltar o Software Livre ou qualquer programa de computador que possa ser usado, copiado, estudado, modificado e redistribuído sem nenhuma restrição, e geralmente de custo zero.
Como iniciativa política e social, o governo federal está oferecendo o programa “Computador para Todos” com a intenção de baratear o custo dos PCs (computadores pessoais) e aumentar a inclusão digital no país. O programa tem por objetivo principal, possibilitar a população que não tem acesso ao computador, adquirir um equipamento de qualidade, com sistema operacional e aplicativos em software livre, que atendam ao máximo às demandas de usuários, além de permitir acesso à internet. Essa aquisição é financiada pelo FAT - Fundo de Amparo ao Trabalhador - distribuído nos bancos oficiais e pelo BNDES, concedido ao mercado varejista.
E para completar as questões que possibilitam a Inclusão Digital, não poderíamos de citar a Educação. Esta está sendo conteplada no meu estado (SP) e na minha cidade (São José do Rio Preto) pelo “Acessa São Paulo”, programa de inclusão digital do Governo do Estado de São Paulo. O Programa Acessa São Paulo abre e mantém espaços públicos com computadores para acesso gratuito e livre à internet. Há também uma outra iniciativa para a inclusão digital no país sendo incorporada pelas escolas a partir de 2007, com a reformulação do Programa Nacional de Informática na Educação – Proinfo, e a promoção da “alfabetização digital”.
Há de se pensar a Inclusão Digital dentro e fora da escola. A Inclusão Digital fora da escola é necessária, primariamente, para aqueles que continuam excluídos da tecnologia digital apesar de já terem passado da idade escolar. Neste caso, o processo de inclusão precisará ser feito nos chamados tele-centros comunitários ou em alguma instituição equivalente - que pode até mesmo ser os laboratórios de informática de escolas em seus períodos de ociosidade (fim de semana ou à noite, no caso de escolas que não funcionem com seus cursos regulares nesse turno). Nota-se que apesar de todos esses recursos materiais oferecidos, necessita-se de mão de obra qualificada para ensinar não apenas a utilizar um processador de texto, uma planilha eletrônica, um software de apresentação ou de armazenamento de dados, mas também o bom uso desses recursos para elaborar um currículo, administrar as finanças pessoais, se comunicar eficazmente.
Numa sociedade como a brasileira em que mais de 95% da população em idade escolar está, hoje, pelo que consta e em princípio, na escola, é de esperar que a Inclusão Digital se faça predominantemente dentro da escola e através dela - e que, portanto, com o tempo, os programas de Inclusão Digital extra-escolares se tornem virtualmente desnecessários. Neste aspecto percebe-se também algumas deficiências, tais como número insuficiente de equipamentos para os alunos, despreparo dos técnicos e instrutores com relação aos aspectos pedagógicos para melhor ensinar esses alunos, e despreparo do ponto de vista tecnológico dos professores nessas escolas para conciliar os seus conteúdos com os disponíveis em softwares e na grande rede mundial, a World Wide Web.
Enfim, muito há que se fazer para diminuir a Exclusão Digital de nossa população mas, em contrapartida, nesses últimos doze anos muito já foi conquistado.
Bibliografia Consultada
Acessa São Paulo. Programa Acessa São Paulo. Disponível em: <http://www.acessasp.sp.gov.br/modules/xt_conteudo/index.php?id=1>. Acessado em: 24 abr 2011.
Caminhos para Inclusão Digital. Inclusão Digital dentro e fora da Escola. Disponível em: <http://caminhoinclusaodigital.wikidot.com/inclusao-digital-dentro-e-fora-da-escola>. Acessado em: 24 abr 2011.
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